O quanto a insônia nos impacta?

Quando busquei o primeiro atendimento médico  não havia me dado conta que eu estava sofrendo pela privação do sono. 

Recém chegado o bebê, pra mim era normal dormir poucas horas e seguir com a rotina corrida, mãe, esposa, mulher que trabalha jornada dupla. Tudo parecia bem, até o corpo começar a falar através de dores de cabeça, alergias, dores articulares e o sistema gastrodigestivo colapsar. Na primeira visita ao médico, sem explicação alguma, passei a tomar um antidepressivo tricíclico que me fez dormir e me dar conta de quão bom era dormir. 

Deu certo por algum tempo, mas a saga contra a insônia perdurou. De lá pra cá foram muitos diagnósticos que justificavam a minha bronca: não dormir! Depressão leve, maior, TDA, fibromialgia, e por aí vai. O pior de tudo é que nada funcionava e o Zolpidem era o paliativo que quebrava o galho.

Sem nunca ter feito as pazes com sono, a vida seguiu e nem todas as escolhas que fiz foram as mais saudáveis e isso trouxe a longo prazo consequências graves.

Passei a tomar Zolpidem nos dias que estava com algum problema e desejava apagar para o dia passar. Sob efeito do remédio cheguei a induzir o sono por quase 48h seguidas ingerindo mais de uma (01) cartela inteira, e até precidi uma reunião da comunidade nessa condição. 🤦‍♀️

Ninguém pôde me ajudar naquele momento. A iniciativa teve que ser minha e foi muito difícil virar essa página. 

Mas o processo foi longo. 

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